Fome Oculta

A Síndrome da Fome Oculta é uma alteração nutricional decorrente da deficiência de micronutrientes (vitaminas e sais minerais). Segundo a Organização Mundial de Saúde, consiste na necessidade não explícita de um ou mais nutrientes. É um processo gradual e progressivo no qual ocorre uma escassez gradativa dos estoques de micronutrientes do organismo.

Os micronutrientes devem ser oferecidos diariamente em quantidades adequadas através da alimentação, para não comprometer as reações químicas que nosso corpo precisa realizar. Essas reações envolvem desde a respiração, a transformação do alimento em energia, a absorção dos nutrientes pelas células até a eliminação, pela urina e fezes, do que não precisamos. Quando há um desequilíbrio nutricional, portanto, a carência de um ou mais nutrientes favorece o aparecimento de uma série de complicações a curto e longo prazo: anemia, fadiga, cáries, mudança de humor, perda de concentração e memória, maior suscetibilidade a infecções, convalescença retardada às doenças, arritmias cardíacas, depressão, convulsões, cegueira noturna, osteoporose, hipertensão, distrofia muscular e câncer.

Refeições com pouca variedade de alimentos e com excesso de gorduras, sal e açúcares, podem nos levar a um estado de saúde extremamente contraditório: obesidade (ou até mesmo peso saudável) aliada à carência de nutrientes essenciais ao perfeito funcionamento de nosso corpo. Este costuma ser o quadro desta Síndrome, que não faz distinção de classe social, grau de escolaridade, idade ou sexo e que já atinge cerca de um quarto da população mundial, segundo dados do International Life Science Institute – ILSI.

A síndrome se manifesta principalmente em pessoas que fazem dietas alimentares rigorosas, em pessoas que fazem exercícios físicos em excesso e em obesos. Tais pessoas cortam consideravelmente algum grupo alimentar com a intenção de perder peso, provocando assim a carência de determinados nutrientes. Os tabagistas, pessoas que consomem bebidas alcoólicas com freqüência e estressados em geral também são suscetíveis à fome oculta. O cigarro, o álcool, o estresse, como também a atividade física e a obesidade, aumentam a produção de radicais livres no organismo, fazendo com que estas pessoas necessitem de maiores quantidades de micronutrientes.

A alimentação balanceada impede o desenvolvimento da fome oculta.

Para prevenir a Fome Oculta, só mesmo uma alimentação que inclua todos os grupos alimentares. Frutas, verduras, legumes, proteínas e carboidratos devem ser consumidos todos os dias. Não se esquecer das leguminosas (feijões, soja, ervilhas, grão-de-bico, fava e amendoim), das oleaginosas (nozes, castanhas), das sementes (girassol, gergelim, linhaça) e dos cereais integrais. Os alimentos devem ser consumidos de forma balanceada, sem exageros ou escassez. A variedade é a grande inimiga da Fome Oculta. Uma boa dica é fazer sempre pratos bem coloridos. Os nutrientes contidos nos alimentos é que definem suas cores. Portanto, quanto mais seus pratos se parecerem com quadros artísticos, maior será a garantia de que estará ingerindo uma paleta completa de elementos necessários para a boa saúde. Através da nutrição adequada podemos também nos adaptar melhor às mudanças fisiológicas que ocorrem em nosso corpo com o decorrer da idade.

Por isso, fique de olho bem aberto para o que você coloca no seu prato! É por meio de nossas escolhas alimentares que melhoramos nossas defesas, nos protegemos das doenças, da poluição, do estresse, dos radicais livres e retardamos nosso envelhecimento.

Dicas de Alimentação, Nutrição

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